' psycho poet
Não há nada que já não tenha sido dito, e coisas parecidas tinham sido ditas por muitas pessoas, antes de Schopenhauer. E mais, o que estamos dizendo não é nem mesmo Schopenhauer autêntico. Não estamos afirmando que a morte é o único objetivo da vida; não estamos desprezando o fato de que existe vida, assim como existe morte. Reconhecemos dois instintos básicos, e atribuímos a cada um deles a sua própria finalidade."
Freud em novas conferências introdutórias sobre psicanálise. (via racionador)

(Source: recomendar, via racionador)

chadeflor:

E o amor? No subterrâneo, dentro de um texto qualquer, alguma ferida exposta ao sol e muita gente gritando que passa, passa tudo, só não passa a dor estendida sobre a boca seca pedinte “volta, porque eu não fui com você”.

(Source: floresinexatas)


The Velvet Underground, 1966
bichos

singrar:

caminho pelas ruas observando
as pessoas
e o modo como elas andam
e falam
e comem
e amam

e a maneira desmedida
que disputam a vida
que há muito
já foi perdida

e o jeito que se aproveitam
da cadeia alimentar
apenas para saciar
essa fome de matar

e o modo como parasitam
qualquer criatura
e se…

(Source: luadelarvas)

perca-se em mim

singrar:

jogue fora sua bússola, jogue fora seu mapa, jogue fora seu gps. corra sem destino e pule no oceano; feche seus olhos e deixe que a correnteza lhe conduza . entre na floresta e suba ao topo das árvores; sinta a brisa do mundo batendo em seu rosto. fuja da tristeza desse universo; se jogue em um…

(Source: luadelarvas)

olhe-me através dessa máscara

singrar:

eu nunca lhe falei, mas quando você me olha não é a mim que você vê. a sua cegueira funcional está em um estágio tão avançado que é impossível percebê-lo, mas, na verdade, eu sou tudo aquilo que não se enxerga: quase totalmente invisível a olho nu, mas a superficialidade aparente engana. pareço…

(Source: luadelarvas)

se não sai de ti a explodir
apesar de tudo,
não o faças.
a menos que saia sem perguntar do teu
coração, da tua cabeça, da tua boca
das tuas entranhas,
não o faças.
se tens que estar horas sentado
a olhar para um ecrã de computador
ou curvado sobre a tua
máquina de escrever
procurando as palavras,
não o faças.
se o fazes por dinheiro ou
fama,
não o faças.
se o fazes para teres
mulheres na tua cama,
não o faças.
se tens que te sentar e
reescrever uma e outra vez,
não o faças.
se dá trabalho só pensar em fazê-lo,
não o faças.
se tentas escrever como outros escreveram,
não o faças.

se tens que esperar para que saia de ti
a gritar,
então espera pacientemente.
se nunca sair de ti a gritar,
faz outra coisa.

se tens que o ler primeiro à tua mulher
ou namorada ou namorado
ou pais ou a quem quer que seja,
não estás preparado.

não sejas como muitos escritores,
não sejas como milhares de
pessoas que se consideram escritores,
não sejas chato nem aborrecido e
pedante, não te consumas com auto-
— devoção.
as bibliotecas de todo o mundo têm
bocejado até
adormecer
com os da tua espécie.
não sejas mais um.
não o faças.
a menos que saia da
tua alma como um míssil,
a menos que o estar parado
te leve à loucura ou
ao suicídio ou homicídio,
não o faças.
a menos que o sol dentro de ti
te queime as tripas,
não o faças.

quando chegar mesmo a altura,
e se foste escolhido,
vai acontecer
por si só e continuará a acontecer
até que tu morras ou morra em ti.

não há outra alternativa.

e nunca houve.

"
Charles Bukowski - Então queres ser um escritor?  (via singrar)

(Source: luadelarvas, via luadelarvas)

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Babe